Archive for the ‘outros esportes’ category

Qual é o seu lance, Lance?!

18/01/2013

Fez exatos cinco meses e dez dias que eu não público nada nesse blog, até mesmo porque os posts foram raros em 2012 por questões que não cabem e não interessam ser ditas aqui. O que interessa e me motivou a retornar a escrever é a confissão pública de Lance Armstrong, já especulada há dias, mas que tomou corpo apenas nesta quinta-feira.

Confesso que fui grande admirador de Lance, cheguei a acompanhar sua última conquista do Tour de France e acreditei nele até quase o fim, mas acabei me decepcionando como grande parte do mundo. Sorte a minha que nunca coloquei o ex-ciclista no meu hall de grandes inspirações, até porque não acompanhei tanto assim sua carreira.

O que esse sujeito fez foi um grande desserviço ao esporte, não só ao ciclismo. Armstrong é a maior fraude esportiva de todos os tempos (e digo isso com a esperança de que não seja superado), pois ele construiu uma aura vencedora, de superação e tudo mais forjada à base de mentiras. Para piorar tudo, ele não só negava, mas também colocava contra a parede todos que lhe faziam oposição.

Praticamente com tudo esclarecido e colocado nos seus devidos lugares , resumo esse escândalo em uma palavra: tristeza. E não fico triste com pena de Lance ou de todos os que foram trapaceados por ele (embora ele não ache que fez isso), mas fico triste pela decepção que é ver a que ponto alguém é capaz de chegar para se dar bem talvez nem entender a grande cagada que fez.

E aproveitando que Abraham Lincoln está na pauta, graças ao filme contando sua história indicado a sei lá quantos Oscars, vamos a uma celebre frase dita pelo ex-presidente norte-americano que cai como uma luva: “Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo”.

Parece que Lance Armstrong fugiu das aulas de história.

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Diário de Londres (1)

30/07/2012

Assim como quando fui para África do Sul em 2010, para a Copa do Mundo, meu primeiro dia olímpico fui consumido quase que inteiramente com viagens. Além de ficar muito tempo na estrada (só no sentido figurado mesmo) conferi pessoalmente o quão caro são as coisas aqui na Inglaterra, ainda mais quando ainda se busca parâmetros de custos.

Por conta disso e dos cálculos de cambio (mal) feitos bem por cima praticamente quebrei nas primeiras horas britânicas. As passagens de ida e volta para Newcastle e Manchester saíram bem acima do esperado, isso sem falar que eu viajo sem lugar garantido no trem, só se sobrar alguma coisa eu sento.

Completando, a caminhada do metro para o hotel era bem maior do que indicava o Google (em minutos) e o preço do dito cujo ficou maior por conta de supostas taxas, imagino eu. Esse preâmbulo pode parecer desnecessário, mas serve para dar uma boa ideia da falta de ânimo no fim de tarde assim que me assentar em Newcastle, onde ficaria por duas noites.

Já que a passagem de metro que eu comprara servia para o dia inteiro, resolvi passear pelo centro de Newcastle, mesmo meio desanimado e colocando em xeque minha ida para a cidade, só para ver o que acontecia. E também para comer alguma coisa.

Os primeiros instantes foram na mesma toada de desanimo. A cidade é interessante, bem naquele estilo antigo de construções, mas está longe de ser uma metrópole como Londres ou São Paulo, então como era sábado, quase tudo estava fechado. Depois de caminhar muito e contando também com o cair da noite (outra forma de expressão, porque aqui a noite parece nunca chegar) comecei a encontrar o pessoal que ia para as baladas e aí as coisas ficaram mais interessantes, principalmente por conta das vestimentas.

No começo achei que era alguma coisa esporádica de um ou dois pares de mulheres, mas depois confirmei que não, era uma avalanche de moças que pareciam saídas do casamento da realeza britânica, com os mesmos apetrechos nas cabeças, só que com vestidos, digamos, um tanto mais curtos. E isso servia para as meninas de 16 até, bom sei lá até que idade, mas garanto que até a que você encontrar.

Depois de pensar ter sido um erro total ter ido para Newcastle, a volta pela cidade no sábado à noite e os tipos que vi – tinha também uma galera vestida como se fosse para uma festa à fantasia e, como me disse um indiano do mercado: “sábado é sempre assim, o pessoal sai para tomar todas” (em tradução livre) – aplacou meu descontentamento.

Nem mesmo o olho eletrônico salva

18/01/2012

Nesta quarta-feira, vendo o jogo entre o argentino David Nalbandian e o norte-americano John Isner, pela segunda rodada do Australian Open, cheguei a uma conclusão não muito animadora: por mais que desenvolvamos a tecnologia para auxiliar a arbitragem, nem mesmo ela é capaz de impedir o erro humano.

Para quem não viu nada e nem sabe do que estou falando eu explico. Tudo ia bem até que o árbitro de cadeira tomasse a cena. A jogada polêmica aconteceu na reta final da partida, quando Isner sacava em 8/8 no quinto set. O norte-americano tinha break-point contra e jogou o primeiro serviço para fora, como cantou o juiz de linha, que depois foi confirmado pelas imagens da televisão.

Mas o árbitro de cadeira Kader Nouni resolveu aplicar o “over-rule” (corrigindo a marcação anterior) e cantou a bola dentro, voltando o primeiro saque de Isner. Nalbandian primeiro discutiu com o árbitro e depois resolveu pedir o desafio, que foi negado.

Em resumo, o juiz principal mudou uma marcação que estava certa para uma errada, por livre e espontânea vontade, e de quebra ainda impediu uma verificação eletrônica.

Apesar de Nalbandian ter afirmado depois que o ponto não definiu o resultado do jogo (ah, ele também obviamente disparou contra o juiz), qualquer um que viu o jogo sabe que foi sim decisivo. Claro que o argentino poderia ter perdido de outra forma, pois assim como em qualquer esporte decisões pontuais não refletem necessariamente no resultado final, mesmo sendo em momentos cricuais.

Fica de lição, para todos aqueles que defendem o uso de recursos eletrônicos no futebol (e em qualquer outra modalidade que ainda na o faça) que mesmo isso não irá livrar o esporte dos erros, principalmente porque quem sempre dará a última palavra é o ser humano, que tem como uma das mai celebres e marcantes características o erro.

A original winner

14/01/2012

tebow

Não é novidade nenhuma que Tim Tebow está deixando o mundo esportivo impressionado com suas atuações heróicas e inusitidas na temporada da NFL. Depois da exibição emocionante e em grande estilo contra os Steelers, o QB definitivamente reacendeu a chama da “Tebowmania” que domina a opinião pública nos EUA. E dessa vez ele venceu contrariando suas próprias estatísticas: correu bem pouco com a bola (apenas 5 jardas!) e lançou para impressioanntes 316 jardas.

Afinal, os últimos jogos da temporada regular davam a impressão de que a boa fase do QB tinha acabado, de que toda aquela história de “liderança natural”, “espírito vencedor” e “decisão em momentos chave” era lenga-lenga, historinha pra boi dormir inventada pra tentar explicar o inexplicável: como um quarterback ruim conseguiu 8 vitórias numa temporada.

Mas esse post todo é só para apontar um fato curioso: Tim Tebow é vencedor do troféu Heismann, a maior premiação individual do futebol americano universitário. Em 2007, em seu segundo na University of Miami, ele recebeu esse prêmio (além de muitos outros menos importantes) após levar o Florida Gators ao bi-campeonato do BCS National Championship, a maior competição da NCAA. Teve uma boa posição no draft, 25ª. Apesar dessas ótimas referências, seu sucesso ainda parece espantar a todos.

É difícil aceitar a diferença que Tebow representa: sua mecânica “errada” de arremessar, sua instabilidade técnica, sua preferência por correr com a bola, seu desapego ao resistir a sacks e enfrentar tackles duros dos defensores adversários durante suas corridas. Mas o estilo heterodoxo de Tebow não pode ser álibi para descartá-lo, para não vê-lo como um grande talento e um fator importante a ser levado em conta num jogo. Suas vitórias não são acidentes, são a regra geral. Tebow é, sim, um legítimo vencedor.

ps: Isso não significa que os Broncos irão vencer os Patriots hoje. Mas eu aposto em Tebow.

Fatalidade

18/10/2011

Só fui ver nesta terça-feira o vídeo (acima) com a batida na Indy, que acabou culminando na morte do piloto Dan Wheldon.

Ninguém quer ver mortes, mas quando se anda a 300 km/h por mais resistentes que sejam os carros e mais planejados que sejam os circuitos, fatalidades acontecem.

E em um acidente no qual 15 carros foram envolvidos e dois deles acabaram decolando, infelizmente uma das consequências foi a morte do piloto inglês.

Resta apenas lamentar o ocorrido, trabalhar para melhorar ainda mais e segurança, além de torcer para que fatalidades não se repitam.

Que marra!

08/10/2011

A foto acima ilustra bem a atual temporada de Sebastian Vettel e de Lewis Hamilton. Enquanto o alemão está tranquilo com o título nas mãos, fazendo uma pole atrás da outra, o britânico demonstra toda sua marra recente, que aliás vem o atrapalhando bastante ultimamente.

Fato é que Vettel irá largar mais uma vez na frente em 2011, e deverá sair do Japão com o título matematicamente assegurado. Neste domingo, às 3h (de Brasília) tem a largada do GP de Suzuka, tão imperdível que eu estarei na minha cama dormindo.

É mas não é (ainda)

26/09/2011

Faz um bom tempo que eu não comento sobre F1 nesse blog, talvez pelo marasmo no qual o campeonato tem andado. As sucessivas vitórias de Sebastian Vettel podem não ter tirado a graça das corridas, até tivemos GPs interessantes nesses últimos tempos, mas minou totalmente a bruga pelo título.

Título que aliás já é de Vettel, embora ainda não esteja matematicamente garantido. Na prática, ele já é o campeão, mas ainda falta um teórico ponto para assegurar o feito. Mesmo se bater as botas, o alemãozinho fica com a taça.

Seria um título póstumo, algo que só aconteceu uma vez na F1, em 1970, com o austríaco Jochen Rindt. Só que isso não vai acontecer e Vettel será consagrado campeão na próxima corrida, no Japão, sendo coroado o bicampeão mais novo da história da categoria.

Resta agora acompanhar a briga pelo vice-campeonato, que está muitíssimo equilibrada. Declaro minha torcida pelo britânico Jenson Button, que vem guiando muito bem nesse ano. Além dele, Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Mark Webber ainda brigam pelo posto de segundo.

Jenson Button               McLaren-Mercedes          185
Fernando Alonso         Ferrari                                   184
Mark Webber                 RedBull-Renault                182
Lewis Hamilton             McLaren-Mercedes          168

Quanto aos brasileiros, pouco vale comentar. Felipe Massa tem feito bons treinos, mas não é consistente nas corridas, Rubens Barrichello tem um carro sofrível, se vira como pode (e agora tem a sombra de Kimi Raikonen assombrando), e Bruno Sena faz uma campanha descente, nem mais nem menos do que isso.


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