Diário de Londres (10)

Nada como uma noite bem dormida para aplacar os problemas. Meu décimo dia na Inglaterra teria uma visita ao mítico estádio de Wembley, parada obrigatória para todo amante do futebol. Por sinal, quando comprei esse ingresso era o único disponível para Wembley, a semifinal das mulheres.

Podia ter tido a sorte de ver o Brasil, caso Marta e Cia. tivessem conseguido derrotar as japonesas nas quartas de final, mas como não deu tive que me contentar em ver Japão x França. Pelo menos o lugar seria bom, já que foi o ingresso mais caro que eu comprei.

Antes de sair deu uma checada no ingresso e procurei onde iria sentar, descobri que seria bem ao lado do campo, com aquele pessoal que aparece na transmissão quando a bola esta bem perto da linha lateral. Estava tão perto, que até apareci em uma foto no site de Fifa da comemoração japonesa depois da classificação. Confesso que não devo sentar tão perto do campo novamente, pelo menos não tão cedo.

O jogo esteve longe de ser empolgante, principalmente o primeiro tempo, quando o Japão teve um gol totalmente achado numa baita falha da goleira. Na segunda etapa, depois de tomar o segundo, a França foi para cima e martelou até fazer o primeiro. A pressão continuou e veio um pênalti para as francesas, que foi desperdiçado por sua capitã.

As francas pressionaram o quanto deu, deixaram o Japão totalmente acuado, mas não o suficiente para empatar o jogo, que até ficou interessante nos 15 minutos finais. Embora os brasileiros do meu lado quisessem uma prorrogação e pênaltis, para ficar mais interessante, eu até que agradeci ter acabado no tempo normal, porque tinha que correr para ir para o vôlei.

Mesmo com muitos lugares vagos tinha mais de 60 mil pessoas em Wembley e escoar esse povo não é mole, mesmo aqui onde as coisas são pensadas e organizadas. O fluxo é tamanho que tiveram que bloquear as entradas do metrô para entrar em blocos. Interessante é que as pessoas compreendem a situação e esperam pacientemente, sem empurra-empurra, sem xingamentos ou qualquer atitude revoltosa.

Por conta disso, acabei me atrasando para o vôlei e só cheguei no fim do terceiro e último set do confronto entre EUA x Tunísia (se não me engano), mas com tempo de sobra para ver o Brasil. Fiquei impressionado com o número de brasileiros que tinha naquele ginásio, dava para se sentir em casa.

Tirando o segundo set, que foi apertado e o Brasil só passou à frente na reta final, os outros dois foram relativamente tranquilos, principalmente o último. Nada de muito drama, nem deu para torcer muito, até porque vôlei não me empolga tanto assim. Contudo, a experiência de presenciar o Brasil em uma Olimpíada é algo que vale a pena.

Anúncios
Explore posts in the same categories: causos, olímpicos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: