Diário de Londres (7)

Sexta-feira foi um dia bem tranquilo para mim, só uma modalidade para acompanhar e bastante tempo livre pela manhã. Como havia chegado em casa (e digo em casa porque estou em uma casa mesmo, alugada só que casa) quase 1h30 na madrugada anterior, aproveitei para dormir até mais tarde e acompanhar algumas coisas pela internet aqui.

Deu para ver as eliminatórias do judô e o vôlei feminino, que conseguiu sua segunda vitória e se manteve com chances de classificar. Confesso que acompanhar o desempenho brasileiro e os jogos in loco é uma tarefa árdua. No dia anterior, por exemplo, fiquei sabendo que o Brasil perdera por um ponto no basquete, no último lance, indo para a rodada seguinte e ao cruzar com um cara com a camisa do Criciúma.

Com relação ao vôlei feminino, o Thiagão (que está comigo aqui em Londres) tinha ido ver uma das derrotas inesperadas anteriormente e pelo que dissera a coisa tava dura. Deu para notar isso contra as chinesas, pois o time chegou a ter a vitória na mão no quarto set e acabou se enrolando, fechando mesmo só no tiebreak.

Já que não tenho acompanhado não me dou o direito de cornetar a campanha do time, mas uma coisa eu posso dizer. Não dá para ver atleta chorando no meio do jogo. E nem falo isso culpando ninguém por derrota, mas o mínimo que se espera de uma atleta olímpica é um pouco de controle emocional, não dá para ver as chinesas chegando, ir para o banco e chorar. Aí complica!!!

Depois do almoço foi chegou a hora de debutar na esgrima, ver a disputa do bronze e a final masculina, ambas por equipes. Assim como no tiro com arco, teve aquela apresentação básica da modalidade e explicações de como funcionam regras e pontuação. Se bem que tem um monte de marcações que não dá pra entender direito, não fica só em quem acerta o outro primeiro.

O primeiro duelo, entre russos e italianos, foi bem interessante, equilibrado do começo ao fim. Tinha bastante torcida para a Itália, que é bem forte na modalidade, e obviamente seus torcedores eram barulhentos. Eu, que já estava pré-disposto a torcer pela Itália, entrei junto nos gritos da torcida que embalou a virada.

A disputa pela medalha de outro, contudo, foi bem chata. O time da Coreia do Sul dominou o combate do começo ao fim e não deu chance sequer para os Romenos. Foi tão feio que até eu que não entendo de esgrima fiquei indignado, parecia que qualquer um dos que tentaram o bronze complicariam um pouco mais.

No fim, deu para curtir mais uma entrega de medalhas, aprender sobre um esporte novo e conferir outra arena olímpica. Por sinal, o lugar era muito interessante, parecia uma mistura de nave espacial com Gênius, aquele brinquedo da década de 80/90, tal eram as cores luminosas. Também deu para curtir torcer em uma modalidade tão inusitada. A parte ruim do passeio foi saber da derrota do Cielo, se bem que foi até bom não ter visto ao vivo.

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