A original winner
Não é novidade nenhuma que Tim Tebow está deixando o mundo esportivo impressionado com suas atuações heróicas e inusitidas na temporada da NFL. Depois da exibição emocionante e em grande estilo contra os Steelers, o QB definitivamente reacendeu a chama da “Tebowmania” que domina a opinião pública nos EUA. E dessa vez ele venceu contrariando suas próprias estatísticas: correu bem pouco com a bola (apenas 5 jardas!) e lançou para impressioanntes 316 jardas.
Afinal, os últimos jogos da temporada regular davam a impressão de que a boa fase do QB tinha acabado, de que toda aquela história de “liderança natural”, “espírito vencedor” e “decisão em momentos chave” era lenga-lenga, historinha pra boi dormir inventada pra tentar explicar o inexplicável: como um quarterback ruim conseguiu 8 vitórias numa temporada.
Mas esse post todo é só para apontar um fato curioso: Tim Tebow é vencedor do troféu Heismann, a maior premiação individual do futebol americano universitário. Em 2007, em seu segundo na University of Miami, ele recebeu esse prêmio (além de muitos outros menos importantes) após levar o Florida Gators ao bi-campeonato do BCS National Championship, a maior competição da NCAA. Teve uma boa posição no draft, 25ª. Apesar dessas ótimas referências, seu sucesso ainda parece espantar a todos.
É difícil aceitar a diferença que Tebow representa: sua mecânica “errada” de arremessar, sua instabilidade técnica, sua preferência por correr com a bola, seu desapego ao resistir a sacks e enfrentar tackles duros dos defensores adversários durante suas corridas. Mas o estilo heterodoxo de Tebow não pode ser álibi para descartá-lo, para não vê-lo como um grande talento e um fator importante a ser levado em conta num jogo. Suas vitórias não são acidentes, são a regra geral. Tebow é, sim, um legítimo vencedor.
ps: Isso não significa que os Broncos irão vencer os Patriots hoje. Mas eu aposto em Tebow.
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