Nesta quarta-feira, vendo o jogo entre o argentino David Nalbandian e o norte-americano John Isner, pela segunda rodada do Australian Open, cheguei a uma conclusão não muito animadora: por mais que desenvolvamos a tecnologia para auxiliar a arbitragem, nem mesmo ela é capaz de impedir o erro humano.
Para quem não viu nada e nem sabe do que estou falando eu explico. Tudo ia bem até que o árbitro de cadeira tomasse a cena. A jogada polêmica aconteceu na reta final da partida, quando Isner sacava em 8/8 no quinto set. O norte-americano tinha break-point contra e jogou o primeiro serviço para fora, como cantou o juiz de linha, que depois foi confirmado pelas imagens da televisão.
Mas o árbitro de cadeira Kader Nouni resolveu aplicar o “over-rule” (corrigindo a marcação anterior) e cantou a bola dentro, voltando o primeiro saque de Isner. Nalbandian primeiro discutiu com o árbitro e depois resolveu pedir o desafio, que foi negado.
Em resumo, o juiz principal mudou uma marcação que estava certa para uma errada, por livre e espontânea vontade, e de quebra ainda impediu uma verificação eletrônica.
Apesar de Nalbandian ter afirmado depois que o ponto não definiu o resultado do jogo (ah, ele também obviamente disparou contra o juiz), qualquer um que viu o jogo sabe que foi sim decisivo. Claro que o argentino poderia ter perdido de outra forma, pois assim como em qualquer esporte decisões pontuais não refletem necessariamente no resultado final, mesmo sendo em momentos cricuais.
Fica de lição, para todos aqueles que defendem o uso de recursos eletrônicos no futebol (e em qualquer outra modalidade que ainda na o faça) que mesmo isso não irá livrar o esporte dos erros, principalmente porque quem sempre dará a última palavra é o ser humano, que tem como uma das mai celebres e marcantes características o erro.





